Proportione Legacy

Do servidor na fábrica para a nuvem, por fases

A sua empresa tem servidores nas próprias instalações. Deles dependem aplicações, ficheiros e processos que ninguém quer tocar. Alguns correm em versões que o fabricante já não suporta. Antes de mover o que quer que seja, é preciso saber o que cada servidor faz. Começamos por aí, com um diagnóstico dos seus dados e processos.

Pedir um diagnóstico de transição

Para começar, basta descrever que servidores tem e para que servem. Não envie credenciais nem bases de dados.

Em poucas palavras

  • A nuvem é uma opção, não um requisito. O diagnóstico compara onde deve viver cada serviço.
  • Nem tudo se move: algumas cargas passam, outras reconstroem-se e outras ficam onde estão.
  • Se os dados não puderem sair das instalações, há caminho sem nuvem.
  • Avança-se por fases, com critérios de aceitação e plano de reversão.

Um servidor não se move às cegas: primeiro inventaria-se o que faz

Que um servidor seja antigo não diz o que fazer com ele. Diz-o o que ele sustenta hoje: que aplicações corre, que dados guarda, que outros sistemas lhe falam e quem o conhece por dentro.

Por isso começamos por um diagnóstico dos seus dados e processos, antes de escolher destino. Entrega um inventário de processos e dados, as opções (construir, comprar ou ligar) e uma proposta de âmbito por fases.

O que significa para a sua empresa: sabe o que tem em cada servidor antes de decidir onde deve viver. Passo seguinte: pedir o diagnóstico.

Windows Server sem suporte: as datas são do fabricante

As datas fixa-as o fabricante. Segundo as páginas de ciclo de vida da Microsoft, o suporte alargado do Windows Server 2012 e do Windows Server 2012 R2 terminou a 10 de outubro de 2023. Essas páginas registam três anos de atualizações de segurança alargadas (ESU), e o último fecha em outubro de 2026.

Para o Windows Server 2016, a mesma fonte indica o fim do suporte alargado em janeiro de 2027.

Confirme sempre a situação da sua instalação junto do fabricante antes de planear.

O que fazer com um servidor nessa versão não se decide pela data. Decide-se pelo que ele executa: se a aplicação pode passar para uma versão mais recente, se é preciso reconstruí-la ou se basta isolá-la e ligá-la ao resto.

O que significa para a sua empresa: a data do fabricante marca quando decidir, não o que decidir. Passo seguinte: chegar a essa data com o inventário feito.

Do servidor próprio para a nuvem: o que se move e o que não se move

O diagnóstico classifica cada carga numa de três situações.

  • Move-se: o que funciona e pode mudar de sítio sem ser refeito.
  • Reconstrói-se: o que depende de uma versão sem suporte e compensa refazer, à medida ou com um produto de mercado. É o caso típico de um ERP sem suporte do fabricante.
  • Fica e liga-se: o que já resolve bem o trabalho onde está e só precisa de se abrir com APIs e conectores. Veja integrar software antigo.

O que significa para a sua empresa: o destino escolhe-se serviço a serviço, com dados do seu caso, e não por moda nem pelo fornecedor que já tem. Passo seguinte: dizer-nos que servidores mais o preocupam.

Exemplo hipotético: o servidor da sala técnica

Imagine uma empresa industrial de média dimensão, no centro ou norte do país. Numa sala técnica, ao lado da produção, um servidor guarda uma aplicação de gestão e uma pasta partilhada. Ninguém sabe ao certo tudo o que está lá. Quem o instalou já não trabalha na empresa.

Esta cena é inventada para ilustrar. Não descreve nenhuma empresa concreta.

Num caso assim, o primeiro passo não é a nuvem. É descobrir quem usa a pasta, que aplicações a consultam e o que deixaria de funcionar se o servidor parasse. Só com esse inventário se vê o que se move, o que se reconstrói e o que fica.

Quando os dados não podem sair das instalações

Há dados que, pela sua natureza ou por obrigação, não devem sair da empresa. Nesse caso, a nuvem não é o destino, e a migração pode fazer-se sem ela.

A IA pode ser executada nos seus próprios servidores, incluindo numa rede sem ligação à Internet. É a mesma opção que descrevemos em IA sobre software antigo.

Passo seguinte: dizer-nos que esse é o seu requisito. O diagnóstico parte daí.

O que recebe e como se avança

  • Um diagnóstico dos seus dados e processos, com inventário e opções.
  • Uma proposta de âmbito por fases, com critérios de aceitação em cada uma.
  • Um piloto delimitado, quando o caso o pede, com critérios de aceitação fixados à partida.
  • Entrega por fases, com critérios de aceitação e plano de reversão.
  • Documentação, exportação e custódia dos dados, verificáveis.

O preço e o calendário acordam-se depois de delimitar o sistema.

Pedir um diagnóstico de transição

Perguntas frequentes

Tem de ir tudo para a nuvem?

Não. O diagnóstico decide, carga a carga, o que se move, o que se reconstrói e o que fica onde está.

E as aplicações que não podem sair da fábrica?

Mantêm-se nas instalações e, se for útil, ligam-se ao resto com conectores. A migração pode fazer-se sem nuvem.

Que acontece se a ligação à Internet cair?

Depende de que serviços passam para a nuvem. É uma das perguntas do inventário: o que tem de continuar a funcionar sem ligação fica nas instalações, e isso decide-se antes de mover o que quer que seja.

O meu servidor já não tem suporte. Tenho de agir já?

A data de fim de suporte é do fabricante e está na página de ciclo de vida do produto. A data diz quando decidir, e o inventário diz o que decidir. Por isso convém chegar à data com ele feito.

Posso migrar sem o programador original e sem documentação?

É possível migrar um sistema sem depender de quem o programou nem da sua documentação. Parte-se do sistema em funcionamento, dos seus dados e do seu comportamento, com autorização do titular. É um método e uma possibilidade, não uma garantia para qualquer caso.