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Aplicações em PHP e frameworks sem suporte
A aplicação da sua empresa funciona, mas está escrita numa versão de PHP, ou sobre uma framework, que já não recebe correções. Cada alteração dá mais respeito do que a anterior. Ajudamos a levá-la para uma versão com suporte, ou a decidir o que fazer com ela, começando por um diagnóstico antes de mudar o que quer que seja.
Pedir um diagnóstico de transição
Para começar, basta indicar a versão de PHP, se a souber, e o que a aplicação faz. Não envie credenciais nem bases de dados.
Em poucas palavras
- «Sem suporte» quer dizer que o projeto deixou de publicar correções para essa versão, incluindo de segurança.
- Uma aplicação PHP tem várias peças: linguagem, bibliotecas, framework e código próprio. Cada uma tem o seu calendário.
- Nem sempre é preciso reescrever. O diagnóstico diz o que se atualiza, o que se reescreve e o que se substitui.
- Avança-se por fases, com critérios de aceitação e plano de reversão.
O que significa «sem suporte»
Cada versão de PHP tem um período em que recebe correções. Passado esse período, o projeto deixa de publicar atualizações para ela, incluindo as de segurança. A aplicação continua a funcionar. Deixa de receber correções.
As datas publica-as o próprio projeto PHP, em versões suportadas e em versões sem suporte. Segundo php.net, a 14 de outubro de 2026:
| Versão | Fim do suporte de segurança |
|---|---|
| PHP 5.6 | 31 de dezembro de 2018 |
| PHP 7.0 | 10 de janeiro de 2019 |
| PHP 7.4 | 28 de novembro de 2022 |
| PHP 8.0 | 26 de novembro de 2023 |
| PHP 8.1 | 31 de dezembro de 2025 |
| PHP 8.2 | 31 de dezembro de 2026 |
| PHP 8.3 | 31 de dezembro de 2027 |
Confirme sempre a sua versão na página do projeto. A tabela pode mudar.
O que significa para a sua empresa: a data do fabricante diz quando decidir, não o que decidir. Passo seguinte: indicar-nos a versão que tem.
Uma aplicação PHP resolve-se por peças
Uma aplicação PHP não é um bloco. Tem:
- a linguagem e as suas extensões;
- as bibliotecas de terceiros;
- a framework, se existir;
- o código que a sua equipa ou um fornecedor escreveu.
O diagnóstico inventaria cada peça e o que dela depende. Só depois se escolhe o destino.
Diagnóstico do que a aplicação faz hoje
Partimos da aplicação em funcionamento, dos seus dados e do seu comportamento. Não é preciso ter a documentação nem o programador original. A autorização do titular é sempre condição.
Entrega um inventário do que a aplicação faz, as opções (construir, comprar ou ligar) e uma proposta de âmbito por fases.
Opções: atualizar, reescrever ou substituir
- Atualizar a versão de PHP e as bibliotecas, quando o código o permite. O salto entre versões antigas e recentes é longo, e a documentação oficial descreve cada passo.
- Reescrever a parte que depende de uma framework sem manutenção, quando compensa.
- Substituir por um produto de mercado, quando o processo é comum.
- Isolar e ligar a aplicação ao resto, quando só precisa de partilhar dados. Veja integrar software antigo.
O que significa para a sua empresa: uma rota escrita, com cada passo verificável, em vez de uma atualização às cegas. Passo seguinte: pedir o diagnóstico.
Exemplo hipotético: a aplicação que ninguém quer atualizar
Imagine uma empresa industrial de média dimensão, no centro ou norte do país. Uma aplicação web interna gere pedidos e prazos. Foi escrita por um fornecedor externo, há muitos anos, numa versão de PHP que já não recebe correções. O servidor onde corre também é antigo. Quando alguém propõe atualizar, a resposta é sempre a mesma: «e se deixa de funcionar?».
Esta cena é inventada para ilustrar. Não descreve nenhuma empresa concreta.
Num caso assim, o diagnóstico não começa por alterar código. Começa por listar o que a aplicação faz e por definir como se verifica que continua a fazê-lo. Só com essa verificação a atualização deixa de ser um salto no escuro.
O que recebe e como se avança
- Um diagnóstico dos seus dados e processos, com inventário e opções.
- Uma proposta de âmbito por fases, com critérios de aceitação em cada uma.
- Um piloto delimitado, quando o caso o pede, com critérios de aceitação fixados à partida.
- Entrega por fases, com critérios de aceitação e plano de reversão.
- Documentação, exportação e custódia dos dados, verificáveis.
O preço e o calendário acordam-se depois de delimitar o sistema.
Perguntas frequentes
Estou em PHP antigo. É urgente?
Depende do que a aplicação faz e do que a rodeia. A data de fim de suporte é a do projeto PHP e está na sua página. O diagnóstico serve para decidir com essa data à frente.
Posso atualizar sem reescrever?
Por vezes sim. Depende do código e das bibliotecas que usa. O diagnóstico indica o que se atualiza e o que não pode ser atualizado.
Quem tem de dar autorização?
O titular do sistema. Sem a sua autorização, não analisamos nem alteramos a aplicação.
E a segurança?
Sem suporte significa que a versão deixou de receber correções, incluindo as de segurança. Não prometemos um resultado concreto de segurança; o diagnóstico indica o que a versão em uso implica.
É possível migrar sem o programador original e sem documentação?
É possível migrar um sistema sem depender de quem o programou nem da sua documentação. Parte-se do sistema em funcionamento, dos seus dados e do seu comportamento, com autorização do titular. É um método e uma possibilidade, não uma garantia para qualquer caso.
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Indique a versão de PHP, se a souber, e o que a aplicação faz. Para começar, chega isso.