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ERP sem suporte ou demasiado adaptado: que opções tem
O ERP da sua empresa já não acompanha a forma como a fábrica trabalha. Ou o fabricante deixou de o evoluir, ou cada alteração exige mais um remendo. Antes de escolher um substituto, é preciso saber o que o ERP faz hoje. É por aí que começamos, com um diagnóstico dos seus dados e processos.
Pedir um diagnóstico de transição
Para começar, basta descrever o sistema. Não envie credenciais nem bases de dados.
Em poucas palavras
- Migrar um ERP não é escolher um produto novo: é decidir o que se constrói, o que se compra e o que se liga.
- O diagnóstico vem primeiro. Entrega um inventário do que o ERP faz e uma proposta de âmbito por fases.
- Nem sempre é preciso substituir tudo. Por vezes basta ligar o ERP ao resto.
- Avança-se por fases, com critérios de aceitação e plano de reversão.
Antes de escolher um substituto, é preciso saber o que o ERP faz hoje
Um ERP antigo faz mais do que aparece nos ecrãs. Tem relatórios que alguém pediu há anos, regras de preços que ninguém escreveu e ficheiros que só funcionam porque um colega os exporta à sexta-feira.
Por isso começamos por um diagnóstico dos seus dados e processos, antes de escolher destino. Entrega:
- um inventário dos processos e dos dados;
- as opções, entre construir, comprar ou ligar;
- uma proposta de âmbito por fases.
O que significa para a sua empresa: passa a saber o que tem, antes de decidir o que mudar. Passo seguinte: pedir o diagnóstico.
Construir, comprar ou ligar: a decisão depende do seu processo, não do produto
Há três caminhos, e nenhum é o certo por defeito.
- Comprar faz sentido quando o seu processo é o que o mercado já resolve bem.
- Construir faz sentido quando o que distingue a empresa está justamente no processo que o produto obriga a alterar. Desenhamos e desenvolvemos software à medida para empresas..
- Ligar faz sentido quando o ERP cumpre o essencial e só precisa de falar com outras aplicações. Veja como integrar software antigo.
O que significa para a sua empresa: a decisão sai dos dados do seu caso e não da preferência de um fornecedor. Passo seguinte: dizer-nos o que mais lhe pesa no ERP atual.
Quando o problema é o servidor e não o ERP
Por vezes o ERP funciona, mas corre num servidor na fábrica que ninguém quer tocar. Nesse caso a questão é outra: onde deve viver a aplicação. Tratamos esse caso em migração para a nuvem.
Fim de suporte: só contam as datas do fabricante
Se o fabricante do seu ERP deixou de dar suporte, a data está na página de ciclo de vida do produto, publicada por ele. Não a inferimos nem a repetimos de memória. Consulte-a no fabricante antes de planear.
A data diz quando decidir. Não diz o que decidir. Isso decide-se pelo que o ERP faz hoje.
O que significa para a sua empresa: a data do fabricante marca o prazo da decisão. Passo seguinte: chegar a essa data com o inventário feito.
Exemplo hipotético: o ERP que só um colega sabe «arrumar»
Imagine uma empresa industrial de média dimensão, no centro ou norte do país. O ERP tem quinze anos. O fornecedor já não responde com a rapidez de antes. Todos os meses, uma pessoa da administração corrige à mão as encomendas que o sistema calcula mal, numa folha de cálculo.
Esta cena é inventada para ilustrar. Não descreve nenhuma empresa concreta.
Num caso assim, o diagnóstico não começa pelo produto novo. Começa por perguntar o que essa folha de cálculo corrige, porque é aí que está a regra que o ERP não conhece. Só depois se vê se a regra se constrói, se se compra num produto que a cubra ou se o ERP se liga a uma aplicação pequena que a trate.
Do diagnóstico à primeira fase
- Diagnóstico. Inventário de processos e dados, e opções.
- Piloto delimitado, quando o caso o pede, com critérios de aceitação fixados à partida.
- Entrega por fases, com critérios de aceitação em cada uma e plano de reversão.
- Documentação, exportação e custódia dos dados, verificáveis, como parte do desenho.
O preço e o calendário acordam-se depois de delimitar o sistema.
Perguntas frequentes
O fabricante deixou de dar suporte. Tenho de mudar já?
Depende do que o ERP sustenta e do que o fabricante publica sobre a versão que usa. A data de fim de suporte é do fabricante e está na sua página. O diagnóstico serve para chegar a essa data com opções claras, não para decidir à pressa.
Posso ligar o ERP a outras aplicações sem o substituir?
Muitas vezes sim. Quando o ERP cumpre o essencial, pode abrir-se com conectores e APIs. Veja integrar software antigo.
Um ERP à medida compensa?
Depende do seu processo. Compensa quando o que distingue a empresa está no processo que o produto obriga a mudar. Quando o processo é comum, comprar costuma ser mais simples. O diagnóstico compara as opções com os seus dados.
O que acontece aos dados históricos?
Avalia-se no diagnóstico. Nem todos os sistemas permitem recuperar toda a informação, e essa limitação fica explícita antes de decidir. Há casos em que se conserva o histórico numa aplicação de consulta e o trabalho novo passa para o sistema novo.
É possível migrar sem o programador original e sem documentação?
É possível migrar um sistema sem depender de quem o programou nem da sua documentação. Parte-se do sistema em funcionamento, dos seus dados e do seu comportamento, com autorização do titular. É um método e uma possibilidade, não uma garantia para qualquer caso.
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