Proportione Legacy
A folha de Excel ou a aplicação Access de que a operação depende
Muitas aplicações começam como uma solução rápida: uma folha de cálculo, uma base de dados em Access. Anos depois, são o sistema de que depende parte da operação. Se hoje só uma pessoa sabe como funciona, esta página é para si.
Pedir um diagnóstico de transição
Basta descrever o que a aplicação faz. Não envie credenciais nem bases de dados.
Em poucas palavras
- Antes de escolher o destino, fazemos um diagnóstico dos seus dados e processos.
- Uma aplicação Access ou um Excel com macros migra-se por peças: dados, ecrãs, relatórios e macros.
- Os destinos habituais são uma base de dados de servidor ou uma aplicação web; não são exclusivos.
- A entrega é por fases, com critérios de aceitação e plano de reversão.
- Pode migrar-se sem depender de quem a construiu, com autorização do titular.
Quando um Excel faz de aplicação
Imagine uma fábrica do norte onde o planeamento semanal vive num ficheiro de Excel. Tem macros, abas ligadas entre si e uma pessoa que o mantém. Quando essa pessoa está de férias, ninguém se atreve a abri-lo.
Este exemplo é hipotético e não descreve nenhum cliente da Proportione.
Não há mal em ter começado assim. O risco é a empresa depender de um ficheiro que só uma pessoa entende, sem cópias geridas, sem controlo de acessos e sem forma de o ligar ao resto.
Uma aplicação Access migra-se por peças
Uma aplicação Access junta num só ficheiro quatro coisas diferentes: as tabelas com os dados, os formulários com que se trabalha, os relatórios que se imprimem ou exportam e o código (consultas e macros) que une tudo. Migrá-la é decidir o que fazer com cada peça, não trocar um ficheiro por outro.
Por isso, a primeira pergunta não é «para onde a levo?», mas «o que faz, na prática?». Começamos por um diagnóstico dos seus dados e processos antes de escolher destino. Entrega um inventário de processos e dados, as opções (construir, comprar ou ligar) e uma proposta de âmbito por fases.
O que significa para si: sabe o que a aplicação contém e que papel desempenha. Próximo passo: pedir o diagnóstico.
Dos ficheiros para uma base de dados
Passar as tabelas para uma base de dados de servidor significa que os dados deixam de estar num ficheiro que cada utilizador abre e passam a viver num único local, com controlo de acessos e cópias geridas à parte.
O que não se resolve só com mover as tabelas são os ecrãs, os relatórios e as macros. Esses têm de continuar a funcionar sobre a nova base de dados ou ser refeitos. Decide-se no diagnóstico, peça a peça.
Para aplicação web
Passar para uma aplicação web é refazer os ecrãs e a lógica para que se usem no navegador, com uma base de dados de servidor por trás. É uma mudança maior do que mover tabelas, e convém perceber primeiro que processos suporta.
Há duas razões habituais: mais pessoas precisarem de a usar, e a aplicação ter de falar com outros sistemas. No segundo caso, por vezes não é preciso refazê-la: basta ligá-la com conectores e APIs.
Os três caminhos são construir (software à medida), comprar (um produto de mercado, se cobrir bem a necessidade) ou ligar (manter e abrir). O diagnóstico compara-os com dados do seu caso.
Pedir um diagnóstico de transição
Não precisa de quem a construiu
Pode migrar-se uma aplicação sem depender de quem a programou nem da sua documentação: parte-se do sistema em funcionamento, dos seus dados e do seu comportamento, com autorização do titular. É método, não garantia.
Nem sempre se recupera toda a informação, e isso fica explícito no diagnóstico. A documentação, a exportação dos dados e a custódia fazem parte do desenho e podem ser comprovadas.
O que recebe e como se avança
Recebe o inventário, as opções e uma proposta por fases. Se o caso o pedir, um piloto delimitado com critérios de aceitação fixados de antemão. Depois, a entrega faz-se por fases, com critérios de aceitação e plano de reversão. O preço e o calendário são acordados depois de delimitar o sistema e os acessos.
Para o método geral, veja migração de software legacy.
Perguntas frequentes
Posso manter o Excel durante a transição?
Com entrega por fases, o ficheiro atual pode continuar em uso até a fase correspondente da nova aplicação cumprir os critérios de aceitação. O plano de reversão cobre o momento da passagem.
O que acontece às macros?
Inventariam-se no diagnóstico. Umas conservam-se, outras reescrevem-se na base de dados ou na aplicação nova, e as que já não se usam retiram-se. Cada decisão fica por escrito na proposta por fases.
Quem fica com o acesso aos dados?
A custódia e a exportação dos dados fazem parte do desenho e podem ser comprovadas. A empresa deve poder sempre saber onde estão os seus dados e retirá-los.
É preciso parar a equipa?
Não afirmamos que não haja impacto. A entrega por fases, os testes com quem usa a aplicação e a reversão servem para o gerir; o que se aplica ao seu caso fica no diagnóstico.
Posso manter o Access e só mover os dados?
É uma das opções: os dados passam para o servidor e os ecrãs continuam em Access, ligados a essa base de dados. Serve como primeiro passo por fases. Que seja o destino final depende do que o diagnóstico encontrar.